Vítima do Nazismo conclui doutoramento aos 102 anos


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A neonatologista recebeu o seu certificado de doutoramento durante uma cerimónia realizada esta semana em Hamburgo. © Bodo Marks/Associated Press
Em 1938, a alemã Ingeborg Syllm-Rapoport foi impedida de defender a sua tese de doutoramento por ser descendente de judeus. Agora, com 102 anos, a médica neonatologista recebeu, finalmente, o seu diploma durante uma cerimónia em Hamburgo, na Alemanha.

Syllm-Rapoport era aluna da Universidade Clínica de Hamburg-Eppendorf, na Alemanha, quando, aos 25 anos, na altura em que se preparava para defender uma dissertação acerca da difteria, foi proibida pelos nazis de realizar a prova oral que lhe asseguraria o grau de doutora.

Este ano, quase oito décadas depois, a universidade germânica decidiu tentar repor a justiça e entrou em contacto com a médica, atualmente a residir em Berlim, para a convidar a submeter-se ao exame que faltava.

Avaliada por três especialistas na sua própria casa, Syllm-Rapoport passou com distinção e, esta terça-feira, recebeu o certificado que há muito lhe era devido. “Depois de quase 80 anos foi possível restaurar um pouco a justiça”, disse Burkhard Goeke, diretor médico do hospital da universidade, durante a cerimónia, citado pela Associated Press.

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